FAO APONTA FALTA DE POLÍTICA ADEQUADA COMO FATOR PARA O AUMENTO DE CONFLITOS DA POSSE DE TERRA
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) aponta a falta de uma política adequada e da gestão de conflito de terra como um dos principais fatores para o aumento dos problemas da posse de terra na Guiné-Bissau.
As palavras foram ditas, hoje (16 de março), pelo responsável das operações de FAO em Bissau, Mário Tedo, o Responsável das Operações das Nações Unidas da FAO em Bissau, depois de lançamento do Projeto de Prevenção de Conflitos dos Recursos Naturais relacionados com pastoralismo e transumância, nas regiões de Bafatá e Gabu.
Respondendo as perguntas colocadas pela RSM o Responsável das Operações das Nações Unidas da FAO em Bissau Mário Tedo, promete que a organização que representa vai apoiar as organizações, destas duas regiões lestes do país, no sentido reduzir a interferência dos seguranças nestes conflitos.
“Porque até agora as autoridades não sabem como resolver os conflitos, então vamos reforçar as associações dos criadores dos gados, para falar com as autoridades locais, vamos evitar também as forças das seguranças civis, e trabalhar com regulados das vilas para trabalharmos os conflitos antes de causar mais danos”, disse Mário Tedo.
Ele promete ainda dialogar com o ministério da Educação no sentido de permitir que se trabalhe na educação dos criadores dos gados.
“Vamos tentar convencer o Ministério da Educação que no permita trabalhar na educação dos criadores, estamos a procurar varias soluções para a Guiné-Bissau como em outros países”
Já no ato e em representação do Ministério de Agricultura, Bernardo Cassamá Diretor-Geral de Pecuária, sublinhou que é urgente criar dispositivo nacionais, para prevenir e melhorar o conflito entre utilizadores dos recursos naturais.
“É urgente e necessário criar os dispositivos nacionais para prevenir e melhorar o conflito entre os utilizadores de recursos naturais principalmente na área dos pastorais, o desafio passa para criação de um comité nacional transumância funcional que terá a sua representação regionais responsáveis pela gestão transumância e outras ativadas legadas a gestão do território”, explica.
O projeto de prevenção de Conflitos dos Recursos Naturais relacionados com o pastoralismo e transumância nas regiões de Bafatá e Gabu, foi orçado em 2, 5 milhões de dólares americanos e terá uma duração de três ano, segundo a nossa fonte, a zona leste foi indicada pelo ministério de agricultura como sendo a zona onde se regista estes casos.
Texto & Imagem: Turé da silva
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