ESTUDO APONTA PARTIDARIZAÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Um estudo apresentado, hoje (02 de Junho), em Bissau, aponta a partidarização da administração pública nacional.

“A conclusão sobretudo os pontos mais salientes tem a ver com a partidarização da administração pública, com a questão de má qualidade de prestação do serviços que é influenciada não só pelo nível dos servidores públicos também requer alguns investimento mas também pela ausência dos recursos técnicos e materiais para poder dar uma dinâmica melhor”, anunciou o coordenador do projeto, Rui Jorge Semedo, em entrevista, à Rádio Sol Mansi, à margem da abertura do encontro de validação dos indicadores de monitorização da administração pública realizados em 8 ministérios.

Rui Jorge Semedo diz ainda que “durante os trabalhos concluímos que há ausência da realização do concurso público e a falta do conhecimento do estatuto pessoal da Administração Pública”.

O estudo foi realizado pelas ONG´s Tiniguena e a Liga Guineenses dos Direitos Humanos no âmbito do projeto “Monitorização da Administração Pública”.

Sobre o assunto, o secretário executivo da ONG Tiniguena, Miguel de Barros, diz esperar que os dados apresentados sobre a Monitorização da Administração Pública sirvam também aos investigadores para aprofundar outros campos que irão ajudar “não só no pensamento em relação a descentralização da administração pública que temos hoje concentrado em Bissau, mas a perspetiva de sua descentralização e eventualmente num futuro próximo pensamos com maior afinco em relação à questão da descentralização no nosso país permitindo também com que as fictícia que se vê hoje a nível da disputa da administração pública para o interesse partidário seja algo que permite desmantelar toda essa lógica da apropriação indevida daquilo que é do bem comum”.  

No entender de Bubacar Turé, vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, a administração pública guineense não foge daquilo que é a realidade do país “um país desestruturado em todos os aspetos e nesta dinâmica de desestruturação o cidadão comum acaba por ser o principal prejudicado”, alerta.

O trabalho de monitorização da administração pública foi iniciado desde o mês de novembro passado e hoje serão validados os indicadores monitorizados durante este período do projeto, que é de 8 meses.

 

Por: Braima Sigá

Imagem/ Internet

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