ESCOLAS PÚBLICAS CONTINUAM FECHADAS APESAR DE AUTORIZAÇÃO PARA FUNCIONAR
Apesar da autorização do governo para a retoma das aulas na Capital Bissau, as escolas públicas continuam fechadas. Esta situação, segundo a CONAEGUIB é devido a greve da UNTG que decorre neste momento.
No dia 23 de Janeiro deste ano, pela decisão do governo, as escolas de Bissau foram fechadas para conter a propagação da Covid 19, e no momento em que decorria a segunda vaga de greve da UNTG que afectava o sector educativo.
Passados mais de 30 dias, e diante desta situação, a Rádio Sol Mansi (RSM) percorreu os três grandes liceus da Bissau para constatar o funcionamento do primeiro dia da retoma das aulas e constatou que as salas de aulas estão totalmente desertas, dentro de sala de aulas não estavam os alunos e nem os professores.
Para compreender esta situação, a RSM tentou falar com o director do Liceu Nacional Kwame N´Krumah, Idrissa Camara, e do liceu Agostinho Neto, Ildo da Silva, que alegam recebeu uma orientação do mistério da educação através de um circular, para não gravar a entrevista.
Entretanto, em entrevista gravada à RSM, o presidente da Confederação Nacional das Associações estudantis da Guiné-Bissau, (CONAEGUIB), Bacar Darame, considera de grave actual situação do sector educativo.
No liceu Rui Barcelos da Cunha eram visíveis apenas 3 estudantes mas que estavam no recinto da mesma escola. Em conversa com a RSM, os alunos disseram que a situação não constitui surpresa porque não houve nenhum passo do governo para suspender a greve da UNTG.
Ao contrário das escolas públicas, algumas privados funcionaram normalmente, hoje, como é o caso do Liceu “João XXIII”. Ouvidos pela nossa reportagem, os alunos afectos a este estabelecimento apelaram o retorno às aulas nas escolas públicas de Bissau.
A greve da maior central sindical do país continua a ter impacto negativo no sector educativo, e, segundo economistas, o mesmo impacto está a ser sentido no sector económico.
Por: Turé da Silva
- Created on .