ENFERMEIROS AMEAÇAM ACCIONAR MECANISMOS PARA REIVINDICAR JUSTIÇA NA ATRIBUIÇÃO DE SUBSÍDIO DE VELAS

A Ordem dos Enfermeiros da Guiné-Bissau disse que os seus técnicos estão a ser discriminados na distribuição dos subsídios de velas dos técnicos de saúde anunciada pelo governo de Nuno Nabiam. Caso situação persistir a ordem ameaça accionar mecanismo de reivindicação.

Os enfermeiros questionam a estratégia utilizada, para distribuição de subsídio de vela ao médico especialista (60.000 xof), clinico geral (30.000 xof) enfermeiros (12.000 xof), por serviço nocturno.

Em entrevista à Rádio Sol Mansi (RSM), esta sexta-feira (10), o Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Alberto Oliveira Lopes, disse que o facto também de serem discriminados os analistas, o pessoal administrativo e menor, isso pode criar divergências e desmotivações laborais.

“A diferença é enorme que acaba por descriminar toda a classe”.

Alberto Oliveira Lopes disse ainda que o subsídio não deveria englobar só uma parte da urgência principal do Hospital Nacional Simão Mendes. Para ele, a solução seria redistribuir o dinheiro para os profissionais de todo o país.

“Não é justo pensar só na urgência principal se bem que o próprio hospital tem 3 urgências. Pensamos que ainda é tempo de o governo reajustar esta sua decisão já anunciada nos órgãos da comunicação social”.

Alberto Oliveira Lopes adverte no entanto que, caso a medida persistir, a Ordem dos Enfermeiros vai activar mecanismo de reivindicações que poderão ter consequências negativas neste período decisivo de luta contra a Covid 19.

“A nossa posição é irreversível e poderemos não ser bem compreendidos pela população. Mas se eles «governantes» insistirem irão arcar com as consequências. Estamos em Estado de emergência mas temos os nossos mecanismos legais para fazer valer os nossos direitos”.

Bastonário ameaça ainda intentar com uma ação contra o Estado da Guiné-Bissau pela descriminação da classe em detrimento de um grupo de pessoas.

“Sofremos há muitos anos mas é chegado o limite da nossa paciência”.

O No início desta semana, o governo de Nuno Nabiam anunciou a atribuição de subsídio de vela aos técnicos de serviço de urgência do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), facto que a Ordem dos enfermeiros disse que foi com estranheza tomou conhecimento das referidas declarações e questiona a estratégia utilizada, para distribuição de subsídio de vela.

 

Texto & Imagem: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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