EM BOÉ, PELA PRIMEIRA FOI CONTRUÍDA UMA ESCOLA DE RAIZ

Pela primeira vez na história da Guiné-Bissau, no setor de Boé, região de Gabú, foi construída uma escola de raiz e de construção definitiva com estruturas completas e com salas de aulas de qualidade. Na escola será lecionada de primeira a quarta classe.

A escola foi construída por uma organização italiana, orçada em mais de 20 milhões de francos cfa. Antes, segundo informações, a população tinha uma escola que era coberta de palha da palmeira e a maioria dos alunos percorria mais de 5 quilómetros para frequentar uma escola que fica na linha de fronteira com a República da Guiné-Conacri.

O gesto foi elogiado pelo inspetor da educação do setor de Boé, Mamadi Camará, que também pede mais apoios desta organização internacional na construção de mais escolas e de centros de saúde.

“Estamos contentes com este apoio e queremos que a escola seja bem cuidada por todos nós”, disse um ancião da tabanca ouvido pela Rádio Sol Mansi.

Já o presidente da Associação dos Médicos e Amigos da Cecília (entidade financiadora da escola), Henrique Ferro, disse que decidiram abraçar o projeto porque aquela zona tem a mesma característica com uma zona no sul da Itália.

O presidente da AMEV que é a entidade executora da obra, Armando Sifna, disse que a escola foi contruída para diminuir as dificuldades enfrentadas pelas crianças do Boé.

“Fizemos esta escola para ajudar as nossas crianças para que sejam Homens que ajudarão no desenvolvimento do país e peço que todos cuidem desta escola e que deixem os seus filhos frequentarem a escola sem interrupções”, pede Sifna.

A escola foi contruída graças ao esforço e diligências do Padre Alberto Zamberlletti que trabalha em Boé há várias décadas.

A escola tem duas salas de aulas, uma secretaria e foi totalmente equipada com materiais que irão facilitar no aprendizado das crianças. Informações dão conta que a escola será gerida pela comunidade mas os professores serão colocados pelo Estado da Guiné-Bissau.

O sector de Boé, local onde foi proclamada a independência nacional, situa-se na região de Gabú e dispõe de um pouco mais de 12 mil pessoas. Boé carece de escolas, hospitais e de infraestruturas rodoviárias.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos santos / Iaia Quadé

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