ECONOMISTA CONSIDERA DE PERIGOSA DÍVIDAS PÚBLICAS DA GUINÉ-BISSAU E ALERTA QUE A SITUAÇÃO PODE AUMENTA NO PRÓXIMO ANO
O Economista guineense e igualmente comentador da Rádio Sol Mansi (RSM) para os assuntos económicos, José Nico Djú, considera de perigosa as dívidas pública do país, que representam neste momento, mais de 80% do Produto Interno Bruto.
O Economista e igualmente professor universitário falava, esta segunda-feira, numa entrevista a Rádio Sol Mansi, em referência aos novos dados do relatório do Banco Mundial, referentes as dívidas públicas da Guiné-Bissau, e divulgados esta semana.
José Nico Djú, reconhece que esta situação pode aumentar ainda a incapacidade financeira do país.
"Um país como a Guiné-Bissau, considerado um dos países mais pobres do mundo, a tendência é de estar totalmente a dependência de mercado externo a nível financeiro", reconhece o economista considerando, por outo lado, que esta situação pode constituir um “grande perigo” em termos de estrutura funcional económica interna.
No comunicado, esta instituição financeira internacional salienta que a dívida pública deverá continuar em níveis elevados este ano 2023, a 78, 2% do produto Interno Bruto e diminuir para 75, 4 do PIB em 2024.
Em análise a Rádio Sol Mansi, José Nico Djú, considera que a tendência para este ano aponta para um aumento do nível deficitário em termos de comparação com o ano anterior ou seja 2022.
"Tudo indica que para este ano 2023 a tendência é de manter no mesmo nível, embora duma situação mais baixa que pode chegar a 78% em termos de comparação", sublimou.
Para contornar esta situação no défice orçamental, o economista Nico Djú, disse que o governo precisa de reforçar a capacidade de funcionamento interno em termos de controlo das políticas macroeconómicas internas, permitindo os investidores terem acesso as contas corrente bancárias.
"É preciso reforçar a capacidade do funcionamento interno do governo", apontou.
O relatório do Banco Mundial refere que apesar do crescimento económico projetado, as necessidades de financiamento vão permanecer elevadas a médio prazo, devido a grande fatura salarial e ao aumento significativo dos pagamentos de juros e aos investimentos para apoiar a recuperação económica.
Por: Ussumane Mané
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