DEPUTADOS QUE CONSTITUEM MAIORIA PARLAMENTAR DETERMINADOS EM CONTINUAR A LUTA PELA VERDADE
Os deputados dos partidos políticos que constituem a maioria parlamentar, designadamente, Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Partido da Nova Democracia e União para a Mudança, “reiteraram a sua determinação em continuar a lutar pela verdade eleitoral”.
Durante uma conferência de imprensa, esta quinta-feira (7), o líder da bancada parlamentar do PAIGC, Califa Seide, diz que “fazendo uso dos instrumentos democráticos que a constituição e as leis do país colocam a disposição exortamos as instituições da República e a comunidade internacional a se empenharem na criação de condições que permitam ao Supremo Tribunal de Justiça decidir, num futuro próximo, sobre o contencioso eleitoral da segunda volta das presidências de Dezembro de 2019”.
Para este político, a decisão dos chefes de estado da CEDEAO se configura numa clara promiscuidade da organização em matéria do contencioso eleitoral que é da exclusiva competência do Supremo Tribunal de Justiça.
“ O que constitui um grande precedente na consecução dos objectivos da criação da CEDEAO, nomeadamente a afirmação e consolidação da democracia e do estado de direito da sub-região Africana”, lamentam.
Ainda Seide responsabiliza desde já a CEDEAO pelo possível não cumprimento das decisões políticas deixadas no seu último encontro.
“ É preciso que a CEDEAO nos defina um roteiro para que até o dia 22 de Maio tenhamos um governo de acordo com a constituição e os resultados das eleições legislativas de Março do ano passado, mas se a decisão política da comissão não se concretizar, a responsabilidade política será da própria CEDEAO” afirmou o deputado.
Entretanto na mesma conferência de imprensa o líder de bancado parlamentar do PAIGC, denuncia e condena “a invasão nas primeiras horas, desta quinta-feira, das forças de seguranças armadas”, na sede da Assembleia nacional popular “impedindo assim o acesso dos deputados a sede parlamentar”.
É "um dos actos mais bárbaros na história democrática" do país, afirmou Califa Seidi, em conferência de imprensa, que acabou por se realizar no parlamento.
"Tivemos conhecimento que a sede do ANP esteve invadida por forças de segurança, com armas e tudo, impedindo a entrada de pessoas, mas o que é verdade é que iste é a casa do povo, onde se faz política e ser fechada a isso é condenável", disse.
Para o líder da bancada parlamentar do PAIGC, a responsabilidade pelo ato é do Governo "investido com força e que continua com a lógica da força, indo contra a democracia".
A Guiné-Bissau tem vivido desde o início do ano mais um período de crise política, depois de Sissoco Embaló, dado como vencedor das eleições pela Comissão Nacional de Eleições, se ter autoproclamado Presidente do país, apesar de decorrer no Supremo Tribunal de Justiça um recurso de contencioso eleitoral apresentado pela candidatura de Domingos Simões Pereira.
Por: Anézia Tavares Gomes
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