COMUNIDADE INTERNACIONAL APREENSIVA COM “SOFRIMENTO DO POVO GUINEENSE” PERANTE INSTABILIDADE POLÍTICA

 A configuração para o país da Comissão de Consolidação da Paz (PBC) reitera que o roteiro de seis pontos e o acordo de Conacri para o fim da crise na Guiné-Bissau forneceram o quadro para o caminho a seguir

O grupo de nações presidido pelo Brasil elogia igualmente o papel de mediação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), após a reunião de quarta-feira (15/02), que debateu a situação guineense na sede das Nações Unidas.

Segundo o comunicado sobre o encontro “a contínua preocupação com o facto de o povo guineense estar a sofrer o impacto negativo da instabilidade política devido à falta de serviços públicos básicos e a situação socioeconómica”.

Numa entrevista à ONU News, após o encontro quem decorreu em Nova Iorque, Soares Sambú, conselheiro político e diplomático do primeiro-ministro, afirma que apesar da convergência internacional em relação a ajuda, os guineenses tinham um papel a desempenhar para o avanço do país.

Sambú diz sentir disponibilidade e uma forte vontade de os países apoiarem a Guiné-Bissau na construção do desenvolvimento socioeconómico. Segundo ele os programas virados às camadas mais vulneráveis, às crianças, às mulheres e aos jovens vão continuar.

“É uma questão que sempre vem ao de cima. É preciso que haja um ambiente apaziguado e de alguma estabilidade política, de entendimento e de cordialidade entre os guineenses para se poder acolher todos esses apoios da comunidade internacional e das instituições financeiras”, defende.

A Comissão de Consolidação da Paz (PBC) cita os danos provocados aos sectores da saúde e da educação. O grupo de países destaca os esforços das partes internacionais e regionais envolvidas para ajudar os partidos guineenses a pôr termo ao impasse político.

A PBC declarou que está profundamente empenhada em apoiar a implementação bem-sucedida do acordo de Conacri para garantir que todos os guineenses desfrutem dos frutos da estabilidade e do desenvolvimento.

O pedido às autoridades de Bissau e aos principais atores políticos é que se envolvam num "diálogo construtivo e inclusivo" para que os consensos alcançados com a mediação de países da região sejam rapidamente executados.

O apelo surge no momento em que o governo liderado por Umaro Sissoco Embalo entra em gestão devido a falta do programa de governação.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

Fonte & Imagem: Rádio ONU

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