COLETIVO DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS COM SALÁRIOS BLOQUEADOS ACUSA GOVERNO DE BURLA

O Coletivo dos Funcionários Públicos com salários bloqueados qualificam de burla o procedimento que está a pôr em causa os seus direitos, isto depois do último recenseamento feito pelo pessoal da Função Pública.

O descontentamento desses funcionários foi registado nesta quarta-feira, durante uma conferência de imprensa realizada na sede da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) com objetivo de esclarecer a opinião pública o que está acontecer com alguns funcionários

O Presidente do referido coletivo, Serifo Mané acusou o governo de estar a usar os seus dinheiros para outros fins.

“Queremos saber o que é que fizemos ao governo da Guiné-Bissau, uma vez que os nossos salários estavam no Orçamento-Geral económico do Estado do ano 2022, porquê de executar este mesmo orçamento durante 6 meses e o resto de 6 meses não vieram estar na possibilidade de executar, portanto qualificamos esta situação simplesmente de burla contra os funcionários públicos”, qualificou Serifo Mané, o presidente do Colectivo dos Funcionários Públicos com salários bloqueados.    

De recordar que depois do último recenseamento feito na Função Pública, logo nos primeiros meses de pagamento dos salários, o titular da pasta da Função Pública anunciou que, o governo sobrou com um remanescente de mais de oitocentos milhões FCA.

No entanto o porta-voz do coletivo dos Funcionários Públicos com salários bloqueados há mais de 6 meses desafiou o Chefe do Governo, Nuno Nabiam para apresentar esta situação na plenária do Conselho de Ministros a realizar amanhã.

“Vamos desafiar o Primeiro-Ministro, o vice Primeiro-Ministro assim como o Presidente da República para apresentarem esta situação na plenária do conselho de ministros a realizar-se nesta quinta-feira (02 03 2023) e que seja um ponto tónico de debate e também a analisar a situação dos dois ministro que está a criar fulcro a 6 meses que é o Ministro das Finanças e o Ministro da Função Pública”, desafiou o presidente do colectivo dos funcionários públicos.    

Serifo Mané advertiu que em caso a situação não vier a ser resolvida no conselho dos ministros “vamos sair as ruas do país para exigir o desbloqueio dos nossos salario”, advertiu o Coletivo dos Funcionários Públicos com salários bloqueados.

De salientar que o coletivo dos funcionários públicos com salários bloqueados rondam os cerca de 3.000, e acusam o ministro da Função Pública de ser o principal responsável pelo bloqueio.

 

Texto & Imagem: Turé da Silva

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