CNJ E CAJ CRIAM ESTRATÉGIAS PARA DENÚNCIA DE VIOLAÇÃO SEXUAL
A presidente do Conselho Nacional de Juventude considerou, esta segunda-feira (17 de Fevereiro de 2020), de anormal a família e a comunidade guineense continuar a esconder a verdade nos casos da violação sexual.
Aissatu Forbs Djalo fez esta consideração durante o acto de assinatura de protocolo de parceria entre o Gabinete de Informação e Consulta Jurídica de Centro de Acesso a Justiça (CAJ) e o Conselho Nacional de Juventude, que visa reduzir as barreiras socioculturais, jurídicas de todos os jovens adolescentes e de qualquer outra violação e, contando com o apoio de Fundo Global.
“O que nós pretendemos é que, quando as activistas que estão neste momento no terreno, agentes da saúde comunitária, médicos, psicólogos, lideres religiosos e tradicionais e mais, de que uma menina de 10 a 24 anos, que está a ser vítima de pedofilia, de violência sexual, de casamento precoce e forçado que esta denuncia chegue ao gabinete de informação e assistência jurídica para que seja tratada devidamente, porque não é normal acharmos exemplar uma menina ser vítima de violência sexual e a comunidade ou a família abafar este caso”, explicou.
Aissatu Forbs Djalo desejou que a polícia judiciária disponha de materiais para a investigação criminal e que os médicos que atuam no serviço gratuito possam atender casos de violências sem nenhum custo.
“O que nós queremos é garantir que a Polícia Judiciária tenha todos os materiais para a investigação criminal e, também para que os médicos que atuam no serviço gratuito possam atender casos de violências sem nenhum custo”, garantiu a Presidente.
Para o Director do Gabinete de Informação e Consulta Jurídica de Centro de Acesso a Justiça, Sana Canté, as atribuições legais do Gabinete de Informação e com todos seus centros de acesso a justiça, os obriga a dar assistência a todos que se encontram em condições de vulnerabilidade.
“Estamos aqui a cumprir como obrigação legal no âmbito das atribuições do Gabinete de Informação e Consulta Jurídica e com todos os seus centros de acesso a justiça, em que esta atribuição legal nos obriga a dar assistência jurídica a todas e todos que se encontram em condições de vulnerabilidade tanto por razões culturais, sociais ou económicas”, avançou Sana Canté.
A parceria visa reduzir as barreiras socioculturais, jurídicas e cria estratégias para que seja denunciado o anónimo da violação sexual nas crianças e jovens.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Quina Nhaté
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