CNE CRIA UNIDADE PARA CONTROLAR PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NA VOTAÇÃO
A Comissão Nacional da Eleição da Guiné-Bissau (CNE) criou a unidade de género e inclusão social para controlar o fluxo da participação das mulheres no processo da votação no país
A comissão instaladora é coordenada pela vice presidente da CNE Felisberta Moura, que disse que o sistema eleitoral e o sistema de votação não tinham disponíveis os elementos sobre o género em questão de necessidade.
“O nosso sistema de informático não tinha muita coisa montada então com as exigências internacionais e vendo a necessidade de termos isso iniciamos os trabalhos com UNIOGBIS, com levantamento e pesquisas e de lá achamos necessário criar uma comissão instaladora”, sustenta.
Segundo Felisberta Moura, o gabinete já esta pronto para as próximas eleições.
“Vai desmembrar para todas as comissões de eleições regionais e todos estão cá presentes e aqui todos já têm a política e o relatório e já sabem das lacunas e como vão trabalhar no terreno. Por isso, fizemos antes das eleições presidências as diligenceiam para que tudo esteja pronto”, explica.
O presidente da CNE alerta que as barreiras de machismo devem ser vencidas.
“Os desafios da integração das mulheres e pessoas com deficiências são enormes, mas a expressão da nossa vontade inequívoca de salvaguarda da dignidade humana e de vencer os obstáculos e barreiras impostas pelo machismo, a discriminação deve ter maior elevação e paulatinamente vencer os desafios que se coloca”, adverte.
A Rede dos Presidentes da CNE´s da sub-região (ACONEC) tem como ponto focal do genro na Guiné-Bissau, a secretária executiva adjunta da CNE, Felisberta Moura, uma das mentoras da ideia sobre as lacunas em matéria do género na CNE.
A nova comissão tem o apoio da ONU Mulher e da UNIOGBIS.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Iasmine Fernandes
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