CENTRAIS SINDICAIS QUEREM ACABAR COM DESMANDOS NA FUNÇÃO PÚBLICA
A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné e a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes «duas Centrais Sindicais» consideram que é chegada a altura de pôr fim a “desorganização” e “desmando” na administração pública.
A consideração vem no âmbito da paralisação de três dias iniciada na função Pública que visa exigir o fim da “escravatura” dos trabalhadores guineenses.
Numa entrevista à Rádio Sol Mansi (RSM), o porta-voz da comissão negocial João Domingos da Silva, diz que o país está longe de se organizar num Estado.
“Este é o momento de pôr fim a desorganização r desmando na administração pública uma vez que em cada ministério há vários problemas que impedem o desenvolvimento do país por isso o Estado está cada vez mais longe de se organizar”, criticou o porta-voz da comissão negocial da greve das centrais sindicais.
Em relação a adesão à greve de três dias na administração pública, o sindicalista considerou que a função pública está complemente paralisada por culpa do executivo.
“Digo-lhe que os trabalhadores aderiram máxima a greve das centrais sindicais é nesta lógica que a função pública está complemente paralisada por culpa do governo que tem vindo a ignorar o cumprimento do memorando assinado em agosto de 2018”, sustentou João Domingos da Silva.
João Domingos da Silva advertiu que caso persiste a situação de não resolução de sucessiva vagas de greve centrais sindicais pondera organização serias de manifestações.
“Se contínua a persistir a situação de incumprimento por parte do governo as centrais sindicais serão forçadas a organizar sérias de manifestações para fazer valer os direitos dos trabalhadores”, alertou o porta-voz da comissão negocial de greve.
Ainda, esta terça-feira (28), decorre um encontro paralelo no ministério da educação e no da saúde pública para analisar o cumprimento de diplomas e acordos assinados entre as partes que serão também estendidos aos outros ministros com mesma finalidade.
As duas Centrais Sindicais, a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné e a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes iniciaram a quarta (4ª) vaga de greve de três dias na função pública para exigir do governo cumprimento de memorando entendimento.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / marcelino Iambi
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