CEDEAO AMEAÇA RETIRAR CONTINGENTE DA ECOMIB CASO NÃO FOR ENCONTRADA SOLUÇÃO PARA ACTUAL CRISE POLÍTICA
O presidente da comissão da CEDEAO que se encontra no país alerta que a sua instituição não irá continuar a sustentar a crise política no país e se não for encontrada a solução o contingente da ECOMIB será retirado brevemente do país
Marcel de Sousa que está no país, desde domingo (23/04), para o seguimento e avaliação do acordo de Conacri, que falava, esta segunda-feira (24/04), momentos depois do encontro com o primeiro-ministro, alerta ainda que muito dinheiro está a ser gasto e por isso é urgente encontrar solução porque a sua instituição não irá continuar a sustentar a crise política.
Segundo Marcel de Sousa a CEDEAO está ao lado da Guiné-Bissau fraternamente e espera que “de mãos dadas” a solução seja encontrada porque “queremos a paz e a estabilidade e esperemos que as partes se dialogam”.
“A crise persiste e digo que a crise persiste porque deixa de ser político-institucional para um conflito pessoal, conflito entre duas partes: do presidente e do primeiro-ministro, e por parte do presidente do parlamento. Devem estar de mãos dadas para encontrar uma solução”, diz.
“Anunciamos que vamos começar a retirar a ECOMIB, mas vamos esclarecer a situação que até agora a crise se afunda e não pode continuar desta forma”, ameaça Marcel de Sousa que alerta, no entanto, que o acordo de Conacri precisa ser cumprido e sem uma vontade política não haverá entendimento nacional.
Entretanto, o ministro do conselho de Ministro e dos assuntos parlamentares, Malal Sani, revela que, durante o encontro, o chefe do executivo, Umaro Sissoco Embalo, mostrou-se disponível em integrar no governo outros partidos políticos representados no parlamento.
“A crise existe e deve ser resolvida mas está enquadrada num órgão de soberania que é o parlamento (Assembleia Nacional Popular) e a falta do seu funcionamento é uma preocupação”
A delegação da CEDEAO é composta também pelos Ministros de Negócios Estrangeiros da libéria, que igualmente é o presidente do conselho de ministros da CEDEAO, igualmente fazem parte os representantes da Guiné-Conacri, da Serra Leoa.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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