CASTANHA DE CAJU COMPRADA PELA METADE DO PREÇO E OS AGRICULTORES CULPAM O GOVERNO

O preço mínimo de 360 cfa anunciado para compra de um quilograma da castanha de Caju não está a ser respeitado e os produtores imputam a responsabilidade ao ministério do comércio por falta de disponibilização dos agentes de fiscalização.

Numa ronda feita, hoje (13 de Abril de 2021), pela Radio Sol Mansi (RSM), em quase todas as regiões, os agricultores relataram os mesmos factos denunciando que a castanha está a ser comprada pelos comerciantes num valor de 250 cfa, isto é, 110 francos a menos do preço anunciado pelo governo.

A partir de Contuboel, zona leste, pertencente a região de Bafatá, a nossa correspondente, Maria da Luz, confirmou o facto e os agricultores pedem o governo para assumir a sua responsabilidade.

“A castanha está a ser comprada num valor inferior a 200 francos cfa sabendo que o governo já tinha anunciado outro valor que é superior ao que está a ser praticado. Peço que controlem a compra da castanha em todo o país”, exortam os populares da leste.

Na zona norte concretamente no sector de São Domingos, o nosso correspondente, Martinho Lima, registou igualmente as mesmas preocupações dos produtores.

O governo disse uma coisa e aqui não está a ser cumprida a decisão da autoridade guineense. Isso não é normal e este preço não nos favorece queremos que o governo fiscalize esta situação”, exortam os produtores do norte do país.

Em Buba no sul do país, segundo conta o correspondente, Rosário Cabi, as pessoas estão a vender as suas castanhas por 250 francos cfa porque temem a possível desvalorização do preço, nos próximos dias, sendo que “nada está a ser feito” para impedir esta situação.

“O governo não nos apoia. O Estado é o culpado por tudo isso e não sei como o governo está a trabalhar. Não podemos guardar a nossa castanha porque não teremos o que comer e não sabemos se o preço vai cair ainda mais”, acusam.

Na semana passada, durante a abertura oficial da campanha, o Primeiro-Ministro, Nuno Gomes Nabiam, anuncia que o governo, através do ministério das Finanças, vai disponibilizar este ano de 2021 um fundo para fiscalização da presente campanha de caju – maior produto de exportação na Guiné-Bissau.

A medida, segundo o governo, insere-se no apoio institucional para a coordenação e fiscalização da campanha.                

Depois de quase uma semana, os populares guineenses dizem que nada está a ser feito.                                                                                                                                                                  

No entanto, a campanha de comercialização e exportação da castanha de Caju com posições contraditórias entre os actores intervenientes no sector em relação aos custos fixados para a presente campanha.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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