“CARGO DO PRIMEIRO-MINISTRO É INEGOCIÁVEL”, DISSE O PR
O Presidente da República (PR), Umaro Sissoco Embaló, diz, hoje (07 de Outubro 2020), que a função de Nuno Gomes Na Bian como o primeiro-ministro é inegociável.
Umaro Sissoco Embaló falava horas antes de deixar o país no âmbito da visita oficial de três dias a Portugal.
Embalo diz que pode negociar tudo até a Presidência da República, mas, no entanto, o chefe de executivo é inegociável. Sissoco disse que a “única” desavença que poderá existir com Nabiam será a implicação na corrupção.
“Eu não espremo e deito fora. Tudo é negociável menos de Nuno Nabiam como primeiro-ministro. Posso negociar até a presidência, mas, nesta legislatura, a única coisa inegociável é a figura do primeiro-ministro. (…) Sou a pessoa que assume a minha palavra”, garante o PR.
Sobre o rapto de dois activistas políticos, Queba Sané, vulgo R. Kelly e Carlos Sambu, o Chefe de Estado lamenta o ocorrido, mas admitindo abertura de inquérito para descobrir os infractores deste acto.
“Falei com o Procurador-Geral da República e com a Director Nacional da Polícia Judiciária que abram um inquérito para apurar a responsabilidade do acto”, avança o PR.
Em relação ao fecho de fronteiras por parte das autoridades da Guiné-Conacri, Umaro Sissoco Embaló lamenta a situação que, segundo ele, a Guiné-Bissau não é país que alberga “os bandidos para desestabilizar os outros países”.
“Os meus problemas com Alpha Condé «presidente da Conacri» é júnior, ele pode ter as suas razões «de fechar a fronteira» que desconheço, mas de qualquer das formas continuaremos a ser bons amigos e vizinhos”, admite Embaló.
No sábado passado, o governo através da ministra dos Negócios Estrangeiros, Suzi Barbosa, tinha lamentado que a Guiné-Conacri não tinha informado oficialmente as autoridades da Guiné-Bissau sobre o encerramento das fronteiras, que aconteceu a 29 de Setembro do presente ano.
Igualmente, antes da sua partida a Portugal, em que será recebido pelo Presidente e pelo primeiro-ministro português, o Presidente Sissoco Embaló disse que elege Portugal como o porta-voz da Guiné-Bissau na senda internacional.
O chefe do Estado guineense diz esperar a visita também das autoridades portuguesas à Guiné-Bissau, nomeadamente do presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, e do primeiro-ministro, António Costa.
Em relação à comunidade guineense residente em Portugal, Embalo diz que levará a mensagem de esperança de que a Guiné-Bissau já mudou e que precisa da contribuição de todos os seus filhos.
“A Guiné-Bissau já mudou, e todos os filhos se mobilizam para levar a Guiné-Bissau no concerto das nações”, enfatiza.
Sobre o possível encontro com o líder do PAIGC em relação à segurança deste, se pretender regressar ao país, Umaro Sissoco Embaló afirma que não há cidadão da primeira classe, por isso assegura que a segurança será garantida para todos.
Em Janeiro último, Umaro Sissoco Embaló já tinha mantido encontros em Portugal com Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, mas as reuniões não foram oficiais, porque decorria na altura um recurso de contencioso eleitoral interposto pelo candidato Domingos Simões Pereira, no Supremo Tribunal de Justiça.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Marcelino Iambi
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