BM RECOMENDA AO GOVERNO O REFORÇO DA GOVERNAÇÃO PARA UM CLIMA DE CRESCIMENTO INCLUSIVO E SUSTENTÁVEL
O Banco Mundial recomenda o governo guineense a reforçar a governação, investir no capital humano, com enfoque na educação e na igualdade do género, como pilar essencial para que o país possa seguir a um clima de crescimento inclusivo e sustentável.
As recomendações foram feitas, hoje, pela sua Representante Residente no país, Anne-Lucie Lefebvre, no seu discurso de apresentação de dois relatórios produzidos pelo Banco Mundial, sobre o “Memorando Económico" e da “Atualização econômica do país”.
“Sabemos que a Guiné-Bissau tem enfrentado desafios. A pandemia da Covid-19 e a guerra na Ucrânia tiveram inevitáveis impactos em todo o mundo, e a Guiné-Bissau não foi excepção. Mais do que nunca, é essencial reforçar a governação, investir no capital humano com um enfoque especial na educação e na igualdade de género, e melhorar clima empresarial, estes são pilares essenciais para que a Guiné-Bissau possa seguir rumo a um ciclo de crescimento inclusivo e sustentável”.
A actualização económica, que é hoje lançada no país pela primeira vez, está dividida em três partes: uma análise macroeconómica do país, um capítulo sobre investir no capital humano como forma de reduzir a desigualdade de género e ainda um capital especial sobre educação.
O “Memorando Económico do país” analisa os principais constrangimentos que têm limitado o crescimento do sector económico, e apresenta diversas recomendações de políticas que podem estimular um crescimento sustentável e inclusivo a longo prazo no país.
Perante estes factos e recomendações, o governo, através do diretor- geral da Economia, Mussá Sambé, diz que “há uma necessidade de as intervenções podem ser articuladas com as actualizações, hoje, somos confrontados com a grande pressão inflacionista, estamos confrontados especificamente com uma dinâmica forte do preço de combustíveis que têm os seus impactos em preço dos outros produtos e em certas medidas com alguma precariedade das infra-estruturas daí que as intervenções são articuladas no sentido de fazer face a essas dificuldades com o objetivo de minimizar o sofrimento e incrementar a prosperidade partilhada”, diz para de seguida afirmar que “esforço enormes foram consentido pelo governo, como podem constatar, para minimamente reduzir ou manter o preço dos produtos da primeira necessidade, o esforço ainda devem ser feito para efetivamente reduzir a pobreza no nível mais aceitável”.
Os documentos ora divulgados apresentam uma análise global e abrangente do sector económico da Guiné-Bissau, das suas várias oportunidades e dos seus constrangimentos.
Por: Braima Sigá
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