AUTORIDADES ANUNCIAM 3 CASOS CURADOS DA COVID 19
As autoridades sanitárias da Guiné-Bissau anunciaram, esta sexta-feira (10 de Abril), que três (3) pessoas infectadas pelo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, conseguiram recuperar da doença.
Informação avançada durante uma conferência de imprensa de actualização do boletim diária da Covid-19 no país, feita pelo Centro de Operação de Emergência em Saúde do ministério da Saúde Pública.
Segundo o médico e presidente da INASA, Dionísio Comba, estas pessoas pertencem aos primeiros infectados da covid-19 no país.
“No boletim de hoje (10/04) temos três pessoas que já recuperaram da doença, ou seja fizeram novo testes e deram negativo e vamos continuar assim com os outros e todos estes casos são dos primeiros infectados”, declarou o médico.
Entre quarenta e quatro amostras feitas nas últimas 24 horas, dois testaram positivo do coronavírus. Os dois são do mesmo grupo familiar da pessoa contaminada em Canchungo, na região de Cacheu, norte do país.
Com isso, a Guiné-Bissau passa a ter agora 38 pessoas infectadas da covi-19, segundo explicação do porta-voz do Centro de Operação de Emergência em Saúde, Tumane Baldé, durante a actualização do boletim diário do coronavírus na Guiné-Bissau.
“Entre quarenta e quatro análises feitas nas últimas 24 horas, dois testaram positivo e todos são de sexo masculino, um é a criança de 13 anos e outro é um adulto de 55 anos de idade, e ambos fazem parte da cadeia de Canchungo”, explicou.
Em relação ao Estado de emergência previsto para terminar este sábado 11 do mês corrente, o médico Tumane Baldé é da opinião que seja prolongado para desacelerar a propagação do vírus, mas que seja regulamentada para que o país não possa ter “grande prejuízo” na economia.
“Há necessidade de prolongar o Estado de emergência e de regulamentar de uma forma clara para que não possamos ter grandes prejuízos colaterais na economia, já fizemos uma carta ao primeiro-ministro [Nuno Gomes Nabiam], onde explicamos as medidas que ele [primeiro-ministro] deve adoptar para podermos desacelerar a transmissão da doença”, sustenta.
No total são, duzentas e nove (209) amostras que já foram analisadas no Laboratório Nacional da Saúde Pública para a Covid-19, das quais 38 deram positivo e três considerados corados.
Todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) registam casos da doença, com a Guiné-Bissau a ser o mais afectado, contabilizando 38 pessoas com infecções pelo novo coronavírus.
Angola soma 19 casos confirmados de Covid-19 e duas mortes. Moçambique tem 17 casos declarados de infecção pelo novo coronavírus e Cabo Verde totaliza sete casos de infecção desde o início da pandemia, entre os quais um morto. Na quinta-feira, as autoridades cabo-verdianas anunciaram que morreram 12 cidadãos de Cabo Verde no estrangeiro vítimas da doença.
São Tomé e Príncipe, o último país africano de língua portuguesa a detectar a doença no seu território, regista quatro casos confirmados. Na Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, estão confirmados 16 casos positivos de infecção.
Segundo o boletim do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (CDC África), divulgado esta sexta-feira (10.04), nas últimas 24 horas o número de mortes registadas em Africa subiu de 572 para 630, enquanto as infecções subiram de 11.400 para 12.219. O CDC África registou também 1.559 doentes recuperados após a infecção.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infectou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 94 mil. Dos casos de infecção, mais de 316 mil são considerados curados.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá
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