ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DA UAC CONSIDERA DE DOLOROSA PARALISAÇÃO DAS AULAS DURANTE UMA SEMANA
A Associação Académica da Universidade Amílcar Cabral (UAC) considera de dolorosa a paralisação, já há uma semana, das aulas nesta que é a única universidade pública da Guiné-Bissau.
Estas considerações foram registadas, esta quinta-feira, em Bissau, no ato da entrega de um caderno reivindicativo ao titular da pasta do Ensino Superior e de Investigação Cientifica, que no entanto não se concretizou, porque não foram atendias por nenhum dos funcionários desta instituição.
Respondendo algumas das questões colocadas pelo repórter da Rádio Sol Mansi (RSM), o presidente da Associação Académica da UAC, Joviecson Nunes Correia, disse que num país “sério“, o governo deve reagir a qualquer situação “anormal“ da sua instituição logo a primeira hora.
“É dolorosa a situação que está A acontecer nestes dias na UAC, o futuro dos estudantes está em causa, mas no país das pessoas sérias este facto deve merecer a preocupação de todos os cidadãos, principalmente dos que estão a governar o país, por isso o governo deve reagir a qualquer situação anormal da sua instituição logo a primeira hora”, disse Joviecson Nunes Correia.
Durante o acto da entrega da carta que não se materializou, era possível ver os estudantes com roupa da cor preta, e com dísticos onde se podia ler frases tais como: “Universidade Amílcar ka na Muri (Cabral não vai morrer, na tradução livre)”, “estamos exigindo ao governo um investimento na Universidade Amílcar Cabral”.
Entretanto, questionado sobre a declaração do reitor que prometeu avançar com uma queixa-crime contra a Associação de ter fechado a porta da instituição, Nunes Coreia, diz que estão com a mente tranquila, porque tribunal é um lugar da paz.
“Estamos muito tranquilos com as declarações proferidas pelo reitor da universidade, ou até posso dizer que o reitor proferiu estas palavras para poder intimidar a associação académica”, justifica o presidente da Associação académica da UAC anunciando, no entanto, que os membros da Associação Académica estão a ser ameaçados via telefónica através de números privados.
“Nestes últimos dias não atendo a chamada dos números desconhecidos, mas os colegas já foram ameaçadas com os números privados de que vão ser responsáveis por qualquer ato que vier acontecer”, denunciou Joviecson Nunes Correia.
Associação Académica da UAC disse que vão voltar atrás com as suas revindicações, só com a colocação das carteiras e aprovação dos respetivos estatuto.
Texto & Imagem: Turé da Silva
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