ANTROPÓLOGO PERSPECTIVA ANO DE RELEVO CULTURAL NA GUINÉ-BISSAU

 

O Antropólogo e Historiador Guineense, João Paulo Pinto Có, perspectiva o ano 2020 com muitas convulsões em termos sociocultural devido aos reflexos de muitas vitórias socioculturais registadas no ano 2019

Durante ano 2019, os guineenses conquistaram vários prémios intencionais, nomeadamente, Irley Barbosa Rivera - venceu prémio de melhor artista plástico guineense no Nú Barreto-primeiro artista guineense com obra adquirida para coleção oficial filme PRETU FUNGULI, Taciana Lima Balde - Considerada “Rainha do judo africano, Braima Dabó prémio "fair-play" dos Mundiais de atletismo, Selecção Nacional de Futebol - conseguiu a segunda classificação consecutiva para o Campeonato Africano das Nações, Ector Diógenes Cassamá - fundador dos “Netos de Bandim” venceu o prémio Pan-Africano em advocacia para impacto cultural e comunitário.

Na entrevista à Rádio Sol Mansi (RSM), hoje (15), o Antropólogo e Historiador Guineense, João Paulo Pinto Có, mesmo com as dificuldades em 2019 os autores culturais tiveram a vontade de participar nas actividades do relevo cultural guineense.

“Temos um carnaval que vai desafiar as pessoas a brincar, cantar, chorar quando for preciso, mostrar o rosto da Guiné, mostrar as máscaras de diferentes partes, mostrar dança de diferentes culturas da Guiné-Bissau, o que podemos concluir é que temos um ano de 2019 duro difícil mais de varias vitórias, um ano resiliente, um ano de superação e apesar de desafios para 2020 e justamente vamos ter um outro momento tudo indica de alguns tipos de convulsões”, sustenta.

Segundo João Paulo Pinto Có, para este ano 2020 a Guiné-Bissau deve conseguir encontrar o seu rumo com o bom senso e esforço interno e por isso “o papel dos agentes culturais neste ano de 2020 vai ser crucial não só para chamar atenção de decisores políticos mais também para apresentar soluções”.

“Mais penso com um bom senso atores políticos com ajuda de todos os mediadores, com ajuda da comunidade internacional como sempre Guiné vai conseguir encontrar o seu rumo, apesar de que o esforço que deve ser feita deve ser esforço interno, todo o sucesso que deve ser alcançado neste processo tem que ser a partir de esforço endógeno ou seja todo o Guineense deve juntar, aqueles que foram às eleições, aqueles que foram eleitos, aqueles também que participaram no processo, população geral tem que participar de forma a encontrar um rumo de paz e este paz também pode ser alcançada através de cultura porque cultura tem esta força, força de juntar, força de cantar, dançar, força de criticar acima de tudo força de mostrar o caminho”, sustenta.

Para Antropólogo e Historiador guineense o país actualmente está “um pouco fragmentado”, por causa de interesse em jogo ao nível política, mais que a coesão social de sempre vai acabar de falar mais alto.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Bíbia Mariza Pereira

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