ANAG RECEIA CRISE POLÍTICA PODERÁ COMPROMETER CAMPANHA DE COMERCIALIZAÇÃO DE CASTANHA DE CAJU

O Presidente da Associação Nacional dos Agricultores da Guiné-Bissau (ANAG) disse estar céptico quanto ao possível desenrolar da campanha de comercialização da castanha de caju devido a crise política.

A desconfiança demostrada pelo presidente da ANAG durante a cerimónia da recepção das dez (10) motorizadas ofertadas à aquela organização que defende os direitos dos agricultores criada em 1992.

As motorizadas foram orçadas em 6 milhões de franco CFA e visa dinamizar a Associação Nacional dos Agricultores da Guiné e subsequentemente fiscalizar a campanha de comercialização da castanha de caju em todo território nacional.

Numa entrevista à imprensa, Jaime Boles Gomes disse que perante o desenrolar da crise política que o país enfrenta é duvidosa para os investidores uma vez que o investimento sério depende da paz e estabilidade.

“A situação do impasse político nunca coaduna com grande investimento, a este facto sério que a Guiné-Bissau enfrenta é duvidoso para os investidores por isso apelo os governantes para terem a consciência do sofrimento dos agricultores assim como da má condição de vida”, advertiu.

A este propósito em relação ao preço deste produto considerado de ouro, o presidente da ANAG defende esforço de todos os actores da fileira de caju para que a campanha de comercialização seja um dos melhores.

“É preciso esforço de todos actores de fileira de caju e que dediquem na busca de um consenso relativamente ao preço justo que beneficia a todos evitando assim a exploração dos camponeses”, aconselhou Jaime Boles Gomes.

Por seu turno, o presidente do Conselho Administração da ANCA, Luís Olundo Mendes, disse que a sua instituição está a trabalhar com todos intervenientes da fileira de caju para a obtenção do preço de referência da comercialização da castanha de caju para assim evitar o impasse neste processo.

“Nós pretendemos que a campanha de comercialização da castanha de caju decorra de uma forma ordeira sem sobressalto por isso estamos a trabalhar com todos os intervenientes da fileira de caju para conseguirmos um preço de referência que deverá ser anunciado pelo conselho de ministros”, explicou o presidente da ANCA.

No passado recente, o presidente da Associação de Agricultores da Guiné-Bissau (ANAG), Jaime Gomes, tinha defendido que o caju pode evitar a fome no país e critica a forma como o produto é tratado pelas autoridades.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Marcelino Iambi

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