AMBIENTALISTA DENUNCIA TENTATIVA DE CORTE ILEGAL DE MADEIRAS NAS ILHAS
O coordenador da reserva biosfera da região de Bolama Bijagós, a única do país, lamenta a continuidade da existência dos acampamentos das pescas ilegais na terra dos bijagós, na reserva da biosfera, que contribui negativamente na corrida ao sítio do património. Ele denuncia tentativa de corte de madeira nas ilhas.
Quintino Tchantchalan, igualmente diretor da Casa do Ambiente de Bubaque, falava aos jornalistas, ontem (25), no final do encontro de quatro (4) dias, promovido pelo departamento da comunicação do Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP) com jornalistas de alguns rádios e jornais de Bissau.
“Nos últimos tempos existe uma tendência forte das pessoas que tentam cortar as madeiras nas ilhas e só pessoas sem cabeça pensam em fazer esta prática porque suporte das ilhas são as matas e arvores e rochas”, denuncia.
Uma outra ameaça denunciado por QuintinoTchantchalan na zona de reserva da biosfera é a venda do terreno “de forma desorganizada”, e na maioria serem para fins turísticos o que já está a gerar problema entre as comunidades e o próprio comprador.
“Esta venda de terreno e por vezes em sítios ´sagrados` cria conflitos e isso nos preocupa muito”, lamenta.
Tchantchalan pede a colaboração de todas instituições e a própria comunidade no sentido de conservar os recursos sobretudo os das zonas insulares, porque caso contrário haverá forte problema “pior” no futuro.
“Todos devem fazer parte desta luta. (…) É bom que todos estejamos preparados porque no dia em que os nossos recursos marinhos acabarem vai ser um problema”, adverte.
A Guiné-Bissau tentou pela primeira, vez em 2012, submeter uma candidatura de reserva de biosfera ao sítio de património misto. Ou seja, natural e cultural mas, a candidatura ficou indeferido, porque o comete cientifico do património mundial da UNESCO propôs uma outras recomendações entre as quais questão de limite do território da zona da reserva, formato da governação da zona e adoção da zona de reserva de um estatuto jurídico de proteção.
Mas, segundo QuintinoTchantchalan o país já está a responder algumas das exigência da UNESCO apontando a classificação da zona biosfera do arquipélago dos bijagós como sítio de RAMSAR (Zonas Húmida da Importância Internacional).
A reserva biosfera do arquipélago de Bolama Bijagós corresponde a toda região administrativa dos Bijagós com mais de 10 mil quilómetros entre quatro sectores administrativos, a zona dispõe três (3) dos oitos (8) parques nacional da Guiné-Bissau entre as quais, Parque Nacional de Orango, Parque Nacional Marinha João Vieira Pailão e Área Marinha Protegida Comunitária de Ilha de Urok.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá
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