ADVOGADOS DE ARISTIDES GOMES ACUSAM ONU DE NÃO REPORTAREM DE FORMA FIEL A SITUAÇÃO DO PAÍS
O porta-voz do colectivo de advogados do antigo primeiro-ministro, Aristides Gomes, acusa algumas agências da ONU a não estarem a reportar, de forma fiel, aos seus superiores hierárquicos, o que de facto está a acontecer no país.
Luís Vaz Martins referia o caso do seu constituinte, Aristides Gomes, que se encontra refugiado nas instalações da ONU, em Bissau, desde Março último.
“Neste momento, as Nações Unidas têm conhecimento da nossa tomada de posição é verdade, que há aqui uma pressão muito forte por parte do poder político, porque estamos a falar de um processo, que não constitui um processo-crime, mas um processo político por excelência e, nesta base, que nós [advogados de Aristides Gomes] acreditamos que tem tudo a ver com essa pressão que o poder político local está a exercer sobre algumas agências locais das Nações Unidas, facto que leva com que não reportem de forma fiel, a Nova Iorque ou a Genebra aquilo que de facto está a acontecer", explica.
Para o Colectivo dos advogados, prevalece a certeza que "se fizerem uma abordagem fiel do que está a acontecer, hão-de perceber que se trata de uma perseguição política, que reclama uma tomada de medidas por parte das Nações Unidas”, defende aos jornalistas, esta quarta-feira, Luís Vaz Martins, após a entrega da queixa-crime contra Joscelino Pereira, delegado do Procuradoria-Geral da Republica e Coordenador da Vara Crime do Ministério Público (MP) na Delegacia Privativa do MP junto ao Tribunal Regional de Bissau.
Em relação à queixa, Luís Vaz Martins, diz que “o colectivo espera do Ministério Público o impulso deste processo para servir de barómetro para se confrontar e apurar da sanidade da própria justiça guineense”.
Questionado se ainda o colectivo continua a acreditar na justiça guineense tendo em consideração as recentes críticas, Vaz Martins diz que “sim, mas caso este [MP] não assuma o processo como deve ser, o colectivo vai avançar com o outro processo judicial contra o Estado Guineense.
Aristides Gomes encontra-se ainda na sede das Nações Unidas e a PGR disse que sobre ele ainda pesam processos em investigação. Não obstante, o PAIGC disse que os processos estão a ser forjados contra o seu alto dirigente e militante.
Por: Braima Sigá
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